Polipectomia do Cólon e Reto
Remoção endoscópica de pólipos intestinais durante a colonoscopia, método de referência essencial para prevenir a evolução do câncer de cólon e reto.
Quando é indicada
- Identificação de pólipos durante a colonoscopia de rotina
- Rastreamento preventivo a partir dos 45 anos de idade
- Investigação de sangramento oculto ou anemia sem causa
- Histórico pessoal ou familiar de pólipos colorretais
- Monitoramento regular após ressecção endoscópica prévia
O que são pólipos intestinais e por que removê-los
Pólipos colorretais são pequenas elevações ou crescimentos anormais de tecido que se projetam a partir da camada mucosa do intestino grosso (cólon e reto). Na sua fase inicial, os pólipos são quase sempre assintomáticos, não provocando dores nem alterações evidentes no dia a dia.
No entanto, a grande maioria dos casos de câncer de intestino (adenocarcinoma colorretal) se origina de um pólipo benigno que sofreu mutações celulares ao longo de anos (sequência adenoma-carcinoma). Por essa razão, a identificação e ressecção imediata de todo e qualquer pólipo encontrado é a medida mais poderosa e consagrada na medicina para impedir o surgimento do câncer colorretal.
Como é realizada a polipectomia
A polipectomia é realizada durante a própria colonoscopia, aproveitando a mesma sessão diagnóstica sob sedação assistida por médico especialista:
- Procedimento indolor: Como a mucosa intestinal interna não possui receptores de dor para corte e temperatura, o paciente não sente desconforto algum durante a retirada.
- Alça fria ou eletrocautério: Pólipos pequenos podem ser ressecados a frio com pinças ou alças flexíveis. Para lesões maiores ou com pedículo vascularizado, aplica-se corrente eletrocirúrgica para corte e coagulação simultânea.
- Mucosectomia endoscópica (EMR): Para lesões planas ou sésseis de maiores dimensões, injeta-se uma solução na camada submucosa para elevar o pólipo da parede muscular, permitindo uma retirada em bloco com margens de segurança adequadas.
- Clipes hemostáticos: Pequenos clipes metálicos podem ser posicionados na base da ressecção para prevenir sangramentos tardios.
Análise anatomopatológica e acompanhamento
Todo material retirado na polipectomia é recolhido e encaminhado ao laboratório de patologia para estudo microscópico:
- O laudo anatomopatológico classifica o tipo histológico (adenoma tubular, viloso, túbulo-viloso, lesão séssil serrilhada) e o grau de displasia.
- Avalia-se se as margens da ressecção foram totalmente livres de células atípicas.
- Com base no número, no tamanho e no tipo histológico dos pólipos encontrados, o médico coloproctologista estabelece o intervalo ideal para a realização da próxima colonoscopia de vigilância (geralmente entre 1 e 5 anos).
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