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Prevenção do câncer colorretal: sinais de alerta e quando iniciar o rastreamento

Dra. Naw-Ally D'Almeida
Dra. Naw-Ally D'Almeida (CRM-MT 6495)2 min de leitura
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Prevenção do câncer colorretal: sinais de alerta e quando iniciar o rastreamento

O câncer colorretal (que acomete o intestino grosso e o reto) está entre os tumores mais frequentes no Brasil, mas possui uma característica que o diferencia de grande parte das neoplasias: na maioria das vezes, ele se desenvolve lentamente a partir de uma lesão benigna chamada pólipo adenomatoso.

Essa evolução gradual — que pode levar de 5 a 10 anos — abre uma janela valiosa para a prevenção verdadeira: encontrar e remover o pólipo antes que ele sofra transformação maligna.

Diagrama explicativo da sequência adenoma e prevenção pela polipectomia
O rastreamento por colonoscopia permite identificar o pólipo ainda na fase benigna e assintomática, interrompendo sua evolução.

A partir de que idade iniciar o rastreamento

Nas fases iniciais, tanto os pólipos quanto o tumor precoce costumam ser silenciosos. Por isso, o rastreamento não deve aguardar o surgimento de dor ou sangramento:

  • A partir dos 45 anos: recomendação atual para adultos assintomáticos e sem histórico familiar conhecido.
  • Antes dos 45 anos (rastreamento antecipado): indicado para pessoas com parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) que tiveram câncer colorretal ou pólipos adenomatosos avançados, geralmente iniciando 10 anos antes da idade em que o familiar recebeu o diagnóstico.
  • Portadores de doenças inflamatórias intestinais: pacientes com retocolite ulcerativa ou doença de Crohn seguem cronograma específico definido com o coloproctologista.

Sinais de alerta em qualquer idade

Mesmo abaixo dos 45 anos, alguns sinais justificam avaliação médica especializada sem demora:

  • Sangramento nas fezes ou no papel higiênico (ainda que pareça associado a hemorroidas);
  • Mudança persistente do ritmo intestinal (passar a ter intestino preso, diarreia frequente ou fezes mais finas por mais de duas a três semanas);
  • Sensação de evacuação incompleta (puxo ou tenesmo);
  • Dor ou desconforto abdominal recorrente com gases e cólicas novas;
  • Anemia ferropriva ou perda de peso sem motivo aparente.

Hábitos que ajudam a proteger o intestino

Além dos exames periódicos, escolhas cotidianas contribuem para a saúde da mucosa intestinal: alimentação rica em fibras naturais (verduras, legumes, frutas e cereais integrais), hidratação regular, prática de atividade física, moderação no consumo de carnes ultraprocessadas e embutidos, além de evitar o tabagismo e o excesso de álcool.

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Dra. Naw-Ally D'Almeida

Publicado por Naw-Ally Risso de Brito Krüger D'Almeida

Coloproctologia · CRM-MT 6495 · RQE 3720

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo, não substituindo a consulta médica presencial (Resolução CFM nº 2.336/2023).

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